Olá, Cirandeira! 

Quantas vezes escutamos na vida: Cuidado!

Cuidado que vai cair, cuidado para não se machucar, cuidado não sobe aí, cuidado que vai quebrar, cuidado que isso machuca. Tantos cuidados… Cuidado com o quê? 

Quantos medos ficam guardados internamente por causa dessa palavra, às vezes, até medos paralisantes que impossibilitam a criança de experimentar. E mais, poderão tornar-se um adulto com tantos medos e cuidados sem fundamentos. E a criança de primeiro setênio precisa ter cuidado? 

O adulto sim precisa estar atento aos cuidados e observar se a criança corre algum perigo, fora isso a criança necessita ter atenção, estar atenta aos passos que dará.

Na minha experiência em sala de aula com crianças da primeira infância, fica claro a prontidão em todo seu desenvolvimento. Quando ela estiver pronta, ela conseguirá girar seu corpo, virando para os lados. Quando ela estiver pronta ela sentará sozinha. Quando ela estiver pronta ela andará sozinha, sem apoio de ninguém, nem daquele dedinho amoroso do cuidador para dar suporte. Quando ela estiver pronta ela alcançará a verticalidade sozinha e seguirá seus primeiros e todos os outros passos. E assim a criança vai se desenvolvendo, vai crescendo. 

E a criança só subirá naquele brinquedo quando estiver pronta para subir sozinha, quando estiver pronta subirá na árvore e, também, será capaz de descer sozinha, porque ela já domina seu corpo, tem controle sobre ele e sim, muita atenção para executar esses movimentos.

A criança observa, olha as outras crianças fazendo e assim ela vai aprendendo sobre os seus limites e com atenção desbravará o mundo que a circunda. 

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Quando uma criança me pede para subir na árvore eu respondo: você precisa comer mais brócolis e mais frutas para ficar bem forte e subir aí. Assim, essa criança estará desenvolvendo e apurando o seu querer, sua vontade, sua ação e, no seu tempo, no tempo de sua maturação para alcançar seus objetivos. E ainda colaboramos para a criança experimentar outras comidas, outros sabores!

E como aconteceu na sua infância a prontidão para experimentar? Foi livre ou cheia de cuidados? E o que desses aprendizados reverberam na educação que você passa para os seus filhos?

Abraço caloroso,

Jú (Juliana Couto Rosa)